CORPUS CHRISTI: "PÃO DA
VIDA, PÃO DO CÉU"
A origem da
Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século
XVIII. A Igreja Católica sentiu a necessidade de realçar
a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A
Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano
IV com a Bula "Transiturus"
de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na
Quinta- feira após a Festa da Santíssima
Trindade que acontece depois de Pentecostes.
A Festa aqui no Brasil é marcada, sobretudo, pelo
costume de confeccionar tapetes de colorido vivo nas
ruas por onde passa a procissão com o Santíssimo
Sacramento.
Bom, após breve introdução sobre a origem e a
manifestação do povo neste "dia solene", reflitamos um
pouco sobre a sua riqueza espiritual. O valor que tem a
Eucaristia.
O Concílio Vaticano II, justamente, afirmou que o
sacrifício eucarístico é "fonte e centro de toda a vida
cristã" (Lumem Gentium,
n.11). Por isso que se diz que "na Santíssima
Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da
Igreja, o próprio Cristo" (Presbiterorum
Ordinis,n. 5).
O Papa Bento XVI, na sua homilia de posse em 7 de maio
de 2005, dizia que o sacramento do altar está sempre no
centro da vida da Igreja. "Graças a Eucaristia, a Igreja
renasce sempre de novo".
Esta celebração, caros irmãos e amigos, nos remete à
Quinta - feira Santa, dia em que Cristo instituiu a
Eucaristia. A solenidade de Crpus Christi é, portanto,
uma retomada do mistério da Quinta - feira Santa.
Permitam-me voltar os "tapetes" que confeccionamos para
a passagem do Santíssimo. Explico: Na quinta- feira,
jesus estendeu a "toalha
da sua divindade" na oferta gratuita da última ceia.
Ele depôs suas vestes para que pudéssemos ser revestidos
d'Ele.
Nós, por nossa vez, na solenidade do Corpo de Cristo,
estendemos no chão "os
trapos" (sal, areia, serragem, folhagem etc...) que,
embora coloridos, não disfarçam aquilo que são: matéria
que será jogada fora em seguida. E o que permanece?
Cristo, "Pão vivo que
desceu do céu" (Jo 6, 51).
Todavia, ao saborearmos este pão que é Cristo, tomamos
forças para reconstruir uma nova tecitura para a vida.
Afinal, é assim que rezamos na 5ª Oração Eucarística:
"...Este pão que alimenta
e que dá vida; este vinho que nos salva e dá coragem.
Peçamos, portanto, ao Senhor que nos ajude a
comungar melhor e que aumente em nós a fé no poder
transformador da Eucaristia; no poder do CORPO DE
CRISTO. "Ele que em todas
as Igrejas do mundo, pelo mistério do pão e do
vinho,imolado, nos alimenta;acreditado, nos vivifica e;
consagrado, santifica os que o consagram" (Dos
Tratados de São Gaudêncio de Brécia, Bispo. Séc. IV)
GRAÇAS E LOUVORES SE DEEM EM TODO MOMENTO, AO
SANTÍSSIMO E DIVINÍSSIMO SACRAMENTO